A resposta curta
Não jogue nada fora nos primeiros dias. Confirme com os herdeiros ou com o inventariante quem pode vender, guarde em segurança os objetos de valor e os documentos importantes e deixe a família escolher as lembranças. Depois separe a casa em ficar, vender, doar e descartar, peça a opinião de especialistas sobre tudo o que pode ter valor e escolha a forma certa de vender: casa de leilão, antiquários e comerciantes especializados, venda online e local, bazar ou uma oferta por tudo. Doe, recicle e descarte o resto com responsabilidade.
Passo 1: confirme quem pode vender
Antes de vender qualquer coisa do espólio, converse com os herdeiros e com o inventariante, ou com o advogado que cuida do inventário, para saber quem decide e se algum objeto foi deixado para uma pessoa específica. Se o dono está vivo, ele ou seu representante precisa concordar. Mantenha um registro do que foi vendido e por quanto.
Passo 2: guarde objetos de valor e documentos
- Junte joias, relógios, moedas, dinheiro, chaves e pequenos objetos de valor num único lugar seguro.
- Reúna os documentos: testamentos, escrituras, extratos de banco e de investimentos, apólices de seguro, papéis de imposto, notas fiscais e certificados de autenticidade.
- Procure em lugares inesperados: livros, bolsos de casacos, gavetas, congelador, embaixo do forro das gavetas e em caixas com outra coisa escrita.
- Faça backup e guarde celulares, computadores e fotos até a família salvar o que quiser.
Passo 3: deixe a família escolher primeiro
Dê a cada familiar um jeito claro e um prazo para escolher lembranças. Uma lista compartilhada com fotos evita mal-entendidos. Combinem quem fica com o quê antes que compradores ou comerciantes vejam o que há na casa.
Passo 4: separe cômodo por cômodo
Passe por cada cômodo e divida os objetos em quatro grupos: ficar, vender, doar e descartar. Deixe de lado tudo o que você não reconhece em vez de jogar fora.
Merecem um olhar mais atento as joias e os relógios, a prataria, os quadros, os móveis de fabricantes conhecidos, as coleções de moedas, selos, discos, cartas ou brinquedos, as câmeras, os instrumentos musicais, as ferramentas, as bolsas e roupas de grife, e os livros e papéis antigos.
Passo 5: pesquise e peça opinião de especialistas
Fotografe cada objeto que pode ter valor, suas marcas e seu estado, e confira por quanto itens parecidos venderam. Para joias, quadros, antiguidades e coleções grandes, peça a opinião de avaliadores ou especialistas qualificados antes de vender, e mais de uma opinião para peças de alto valor. Um avaliador que cobra pela avaliação e não se oferece para comprar a peça evita conflito de interesse. Nossos guias sobre como saber se um quadro é valioso, como saber se o ouro é verdadeiro e como identificar uma antiguidade original podem ajudar.
Passo 6: escolha como vender
- Empresas de esvaziamento de casas e organizadores de bazar: organizam, precificam e vendem ou retiram o conteúdo em troca de uma comissão ou de um valor. Pergunte sobre as taxas, o que acontece com o que não for vendido e como tratam os objetos de valor, e leia o contrato.
- Casas de leilão: combinam com antiguidades, arte, joias e coleções de valor. Pergunte sobre a comissão do vendedor, o seguro e o lance mínimo.
- Antiquários e comerciantes especializados: para moedas, selos, discos, livros e coleções parecidas. Peça várias ofertas. Sebos costumam comprar livros e discos.
- Venda online e local: OLX, Mercado Livre, Enjoei e grupos de Facebook ou WhatsApp dão mais trabalho, mas você fica com mais do preço em itens de valor médio.
- Oferta por tudo: um comprador leva tudo por um preço só. É rápido, mas costuma ser o menor retorno. Tire antes os objetos de valor.
- Bazar na casa: para itens do dia a dia. Veja como precificar itens para bazar.
Passo 7: doe, recicle e descarte
Instituições de caridade podem aceitar móveis, roupas e utensílios em bom estado, e algumas buscam em casa. Guarde os comprovantes de doação. Leve eletrônicos a pontos de coleta adequados depois de apagar os dados, e confira as regras locais para tintas, produtos químicos, pilhas e remédios. Armas e outros itens controlados precisam ser tratados conforme a lei, então pergunte às autoridades ou a um comerciante autorizado. Uma empresa de remoção pode levar o resto.
Passo 8: fique seguro e organizado
Não deixe objetos de valor na casa durante um bazar aberto ao público, mantenha uma lista do que foi vendido e desconfie de compradores que chegam antes da hora, pressionam ou se oferecem para “levar tudo de uma vez” antes de você saber o que há na casa. Em vendas com Pix, que é instantâneo e difícil de estornar, confira no app do banco se o dinheiro caiu antes de entregar qualquer coisa.
Onde o WorthAI ajuda
Quando você está separando uma casa inteira, o WorthAI ajuda a dar uma primeira olhada rápida: escaneie um objeto para ver o que ele provavelmente é, uma faixa de valor estimada com um preço de anúncio sugerido e os anúncios por trás da estimativa. Salve os itens na sua Coleção para ter um registro do que você já conferiu. Use o app para decidir o que merece um olhar mais atento, não como uma avaliação formal ou perícia, e consulte um especialista sobre tudo o que pode ter valor.
Perguntas frequentes
Qual é a primeira coisa a fazer ao esvaziar a casa de uma herança?
Confirmar com os herdeiros ou com o inventariante quem pode vender, guardar em segurança os objetos de valor e os documentos importantes e deixar a família escolher as lembranças antes de vender ou jogar fora qualquer coisa.
É melhor um bazar na casa ou uma casa de leilão?
Um bazar na casa combina com uma casa cheia de itens do dia a dia e de valor médio, vendidos no local. Uma casa de leilão combina com antiguidades, arte, joias e coleções de valor. Muitas famílias usam os dois.
Vale a pena aceitar uma oferta por tudo o que está na casa?
A oferta por tudo é rápida, mas costuma render menos. Tire antes os objetos de valor, as coleções e tudo o que você ainda não pesquisou, e peça mais de uma oferta.